Eu

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domingo, 4 de janeiro de 2015

O caminho não é lugar.

tr“E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda.” Isaías 30:21
O Caminho que surpresa não leva a lugar nenhum e nem é lugar de chegar. O Caminho é uma pessoa. Uma pessoa ser o Caminho? Estranho não é? Mas, é assim.
Esse Caminho passa por uma Cruz, uma Cruz Maldita, Vicária, de pecados, onde um inocente foi pregado, Ele sem culpa levou minha culpa e ali a pagou.
Ele é estreito, nele a caminhada se faz sozinho, há companheiros de viagens, mas, cada um precisa andar no caminho sozinho.
O Caminho é desafiador, nos contradiz, nos leva a verdade sobre nós mesmos, uma verdade que não queremos ver.
Por isso, enquanto andamos pelo Caminho perdemos a nossa coroa que nos faz “gente de dignidade”, “gente importante”, “gente especial”, para descobrir que nós somos apenas mais um entre tantos, que somos necessitados como todos, que nós passamos como todos passam.
Enquanto caminhamos, por vezes o Caminho parece um deserto sem fim, e nele muitos enfeites da nossa vida vão caindo um por um: beleza, poder, dinheiro, prestigio, vaidade…eles vão ficando pelo caminho, uma história da nossa caminhada.
Por outra o caminho é uma montanha escarpada e lá se vão nossos sapatos, que nos garantiam segurança de caminhar, que nos distinguiam de outros pela qualidade e preço. Nossos caros sapatos não suportam essa caminhada na montanha, essa caminhada se faz descalço, de pés feridos, cicatrizando e só então se cria firmeza para dar as passadas no Caminho.
Tem vezes que o Caminho é um vale escuro e longo, e nossos olhos não são capazes de ver nada além, só se vai em frente porque estranhamente, eu já contei o caminho fez caminho dentro de nós e por estar fazendo caminho em nós temos certeza por onde ir e onde chagaremos.
E continuamos o caminho e o caminho continua em nós. A cada passo nosso ele penetra mais no ser. A coroa que caiu lá atrás deu lugar uma nova mente, uma consciência de si e do Outro, uma consciência de dependência, onde descobrimos a Graça.
Os enfeites com que enfeitávamos nossa vida para fazê-la atrativa que caíram pelo Caminho dão lugar a verdade de nós mesmos, nos encontramos conosco e assim despidos com o Caminho fazendo caminho em nós nos tornamos um poema, um poema de Graça, perdão, acolhimento, desprendimento, despojamento, de olhar para o Outro, de viver para e no Caminho. Um poema escrito em carne viva, na vida….
Nossos pés aprendem qual o terreno do Caminho, descalços, humildes, aprendemos que o Caminho se anda em temor, tremor, em Amor, sentindo o terreno a cada passo, conhecemos qual a nossa natureza, porque descalços nos tornamos parte do caminho e o caminho se faz parte de nós e nos unimos ao caminho e o caminho e nós já não são distintos.
E quando no vale escuro andamos, já sabemos porque o caminho se fez em nós, por onde ir, porque o vale pode ser escuro, mas, dentro de nós o caminho está iluminado como um dia perfeito.
O caminho não é para os fortes, aquele que se basta de si mesmo não entra no caminho, não suporta sua caminhada. O caminho não é para os sãos. É pra quem se sabe doente e dependente. O caminho não é para os que tem tudo, mas, para os que nada possuem. Até porque quem tem tudo perde tudo pelo caminho.
O caminho não é religião, ele não tem dogmas, nem normas, nem moralismos, não há barganhas no caminho, no caminho só há o caminho.
Eu disse logo no início que esse é um caminho que se caminha sozinho, mas, como o caminho não é lugar, mas, pessoa, então no caminho ando acompanhado pelo caminho, Ele é meu companheiro na caminhada, não estou só e se continuo no caminho é porque o Caminho continua comigo e me sustenta.
Esse caminho é uma escolha, ninguém entra desavisado, é um caminho que se começa ao entrar escolher se negar, se deixar…para só então entrar. Nesse caminho não há promessas de riquezas e prosperidades. Isso é coisa do caminho largo. Só sabemos que nesse caminho teremos Paz.
Esse é um caminho em que se abatem grandes tempestades e nem sempre é possível se abrigar, mas, necessário é continuar a caminhar, nessa hora, sempre nela, mais do que tudo é que sabemos e vemos que o caminho anda lado a lado conosco. E que ao fazer-se um em nós e nós nele descobrimos riquezas inesperadas e desconhecidas dentro de nós e mesmo com a tempestade seguimos a diante.
E no fim o caminho nos leva seguro à Casa do Pai, percorrido o caminho e ele tendo percorrido nosso ser, chegamos à Casa do Pai e descansamos, e descobrimos que nossa caminhada pelo caminho e do caminho em nós nos tornou a cada passo sem que percebêssemos semelhantes ao caminho.
E preciso começar a caminhar, porque o Caminho não é lugar, o Caminho é pessoa…Você vem?
Nele, Nosso Novo e Vivo Caminho
Cândida – Nov/14

EU SOU HOMEM COM H, COM H SOU MUITO HOMEM

ramboTerminei o curso sobre violência domestica entre parceiros íntimos, que incluiu homens como vítima de violência, praticada por suas parceiras e/ou parceiros.
Me chamou atenção, algo que já havia refletido, mas, não lido, como se dá a construção da masculinidade. Ora, assim como não se nasce mulher, mas, torna-mo-nos mulher, já dizia Simone de Beauvoir, também homem não nasce homem, ele tornar-se homem. Ser mulher e ser homem não é algo dado, determinado biologicamente, mas, uma construção social, cunhada por séculos e séculos de ideias e ideologias do ser homem.
Interessante é que o ser homem se constrói na oposição ao ser feminino, ou seja, tudo que seja “feminino”, ou “historicamente construído como feminino”, é do feminino: a fragilidade, a emotividade, a fraqueza, a passividade, a inconstância, a alma cheia de caprichos misteriosos, o recato, uma certa malignidade inata destruidora dos homens que precisa ser dominada, sufocada, adestrada. Sendo assim uma mulher sem o governo de um homem, é desgovernada.
Bem se a construção do masculino é de oposição ao que é “feminino”, temos então o masculino: a potencia, a razão, a força, a impetuosidade, a conquista, a linearidade da alma, a violência como uso de conquista e dominância sobre a mulher e sobre outros homens.
Não é a toa que em determinadas sociedades a entrada de um jovem no mundo masculino é precedida de provas que demonstre sua força, virilidade e coragem. Um homem que não carrega em si esses adjetivos, não é um homem, é um maricas e essa visão está tão fundamentada socialmente que as próprias mulheres enfatizam essa construção.
Quando querem praticar violência contra seus parceiros (entre homens a incidência maior é da psicológica), mulheres usam preferencialmente atingi-los nesses “marcos de masculinidade” dizendo-o menos homem ou um homem fracassado.
Ouvindo um pastor ministrar a Palavra de Deus, ele disse a seguinte frase “eu aprendi a ser homem observando Jesus. Como ele tratava as mulheres, as crianças, os outros homens, como se portava diante da vida.”
É um desafio para todo homem que quer seguir a Cristo abandonar a propositura social de ser homem para tornar-se homem conforme Jesus.
Um homem que chorava, que se emocionava, que tinha compaixão profunda pelos outros, um homem que sabia lidar com as fragilidades do Outro e com as suas, que reconhecia na criança o melhor modelo de espiritualidade, que compartilhava com as mulheres seu saber, seu poder, seu perdão, dialogando com elas sem superioridade.
Por fim um homem que abriu mão da potencia, da força, da virilidade, da conquista, da violência, para ser “uma ovelha muda indo ao matadouro”, que não quis ser servido, mas, serviu e que ao contrario que toda sociedade ensina para que um homem bem sucedido, foi humilhado, aviltado, surrado, passivo diante da violência tremenda de que foi vítima, até morrer a morte dos malditos na cruz.
Interessante que ao morrer naquela Cruz como cordeiro imolado, ovelha muda, passivo, humilhado, Jesus se mostrou e demonstrou o que é ser homem, macho, tanto na sua vida terrena, quanto em sua morte salvífica.
Para cada homem e mulher pensar: quem somos? O que é verdadeiramente ser homem ou mulher? Como se constrói um homem, uma mulher? Em que bases? São os homens felizes por terem que se ajustar a todo custo ao modelo pré estabelecido para eles? Existe um outro modo de ser homem? Vários modos de ser homem?
Para o homem que segue a Cristo você tem aprendido ser homem a partir do Senhor? É um grande desafio!
Lançar mão dessa “alegoria de escola de samba” que é nosso Si Mesmo, para sermos apenas nós mesmos em Cristo.
Para homens e mulheres que seguem o Mestre eis o desafio do discipulado: tornar-se homem e mulher construídos em Cristo, não na sociedade, não na religião (adoradora da sociedade), nem em dogmas, nem tradições familiares, mas, unicamente construídos em Cristo.
Cândida Maria Ferreira da Silva

A BELEZA PODE ESCONDER A MONSTRUOSIDADE


Meu twitter foi invadido por beleza, algumas pessoas que amam fotografia começaram a me seguir e divulgar seus trabalhos. Além do Seis-Meia um blog voltado só para este assunto. Então há alguns dias meu twitter foi inundado de beleza, algumas perplexidades e até mesmo de fotos artisticamente incríveis.
Mas, não apenas isso, achei também a poetisa Elisa Lucinda, li Ricardo Godim sobre a vida e me apaixonei por seu “orvalhei meus textos”, obra de arte feita em palavras. Por fim padre Fábio de Melo trouxe fotos de Auschwitz comoventes: sapatos, brinquedos e o que mais me impressionou o jardim ao redor do campo de concentração. Tão lindo, tão esplêndido, tão sereno.
E me fez pensar. Deus como a beleza pode esconder a monstruosidade. Toda energia psíquica de horror, de ódio, sadismo, sofrimento, continua ali, tão viva quando nos tempos em que era cometida e um lindo jardim a “esconde”.
Vendo as fotos do horror, eu pensei que aqueles sapatos calçaram pés que sofreram e aqueles brinquedos eram de crianças com a infância perdida. Pensei e até comentei no twitter do padre que eram coisas para não nos esquecermos…mas meu Deus nós logo esquecemos e repetimos tudo novamente.
Israel mata as crianças e a infância da palestina, Boko Haram sequestra meninas e destrói seus futuros, Estado Islâmico chacina e decapita quem pensa diferente, a Síria mergulhou no horror da guerra, da barbárie…tudo isso hoje, agora…e Auschwitz foi ontem, foi ontem…
Um menino, que sonhava seguir carreira na PM é morto com cinco tiros nas costas e torturado, isso foi ontem, bem aqui no Rio de Janeiro…O Nazismo foi ontem, o ódio ao diferente foi ontem e nós nos esquecemos das vidas que levou e repetimos Auschwitz todos os dias.
Porque? “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.” Genesis 6.5. Porque o Império das Trevas se instalou desde cedo em nós, na meninice de nossa existência humana.
Quanto ódio, tortura e morte foi promovida pelo deus cristão, pelo deus mulçumano? Quantas mulheres mortas ditas bruxas porque homens dito santos não sabiam lidar com sua sexualidade castrada por dogmas humanos?
No Império das Trevas reina o ódio, o desprezo, a arrogância, a prepotência, o homem que quer se tornar como Deus, dos desejos desenfreados e caprichos insatisfeitos. O Império das Trevas é o inferno existencial, mora em cada um de nós e mergulhamos nele de tal forma que ele explode num inferno vivo na terra atingindo os outros, nesse inferno o diabo somos nós, nos sentamos no trono do desespero e dali matamos todos ao nosso redor. Auschwitz vive dentro de nós. “Eu vi o sangue que descia da montanha, quando Hitler chamou toda Alemanha” (Raul Seixas, Eu nasci a dez mil anos atrás)
Por isso precisamos de Deus, da Sua Graça, da Cruz de Cristo, do Sangue do Calvário, que implanta em nós o Reino de Deus, lugar de amor, de bondade, de misericórdia, de quebrantamento, de reconhecimento de que nada somos, de submissão à Graça, posto que o Reino instalado em nós se torne visível e sua Paz se espalhe para todos os outros. E haja cura, perdão, reconciliação, bondade, misericórdia. Grande luta!
Nunca vencida por nós, sempre vencida pela Misericórdia de Deus em nós. Auschwitz foi ontem e o terror humano foi ontem.
Mas, ontem também Cristo deu sua vida por nós e impulsionou homens e mulheres a morrer por essa mensagem. Ontem Gandhi pregou a paz e muitos o seguem, ontem irmã Dulce e Madre Tereza de Calcutá deram sua vida pelos pequeninos e muitos pela face da terra tem dado suas vidas como o pessoal do Caminho das Nações lá na África salvando crianças-bruxas. Ontem Martin Luther King sonhou um mundo em que as pessoas não fossem julgadas pela cor da pele, hoje nós continuamos sua luta.
Ontem pela maldade do homem Deus destruiu toda a terra e seus habitantes. Agora Ele caminha nela em sua igreja-gente implantando o Reino em lugares impossíveis.
Somos nós. Podemos ser Auschwitz, podemos ser igreja-gente, Reino de Deus andante. Podemos ser inferno e morte. Podemos ser céu e vida. Somos nós. É nossa escolha, entre o Reino de Deus implantado em nós pela Graça de Cristo ou cultivarmos nosso Império das Trevas.
A escolha é sua. Caminho largo, caminho estreito. Casa na areia ou casa na rocha. Só depende de mim e de você.
Nele,
Que implantou em nós o Reino do seu Amor
Cândida
Novembro/14

ESCAPANDO DA MORTE

Em tempos em que é propagado um deus que faz milagres por encomenda, por troca de sacrifício, em troca de dinheiro, um deus capitalista que está mais interessado em abrir empresas, carros do ano, carros importados. Ou pra coisa piorar mais ainda, mata um filho, para dar outro, faz cura em atacado, com dia e horário e através de determinados “seres consagrados” que são apóstolos, patriarcas e coisa que valha. A reedição do Sacerdote do Antigo Testamento, o mediador entre o necessitado e Deus. A gente desacredita de milagres, fica com o pé atrás.
Mas, como diz o escritor de Hebreus “Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre”, nesses 34 anos que caminho com o Senhor, eu vi milagres. Diversos milagres. Vi pessoas serem curadas de suas moléstias, vi pessoas partirem devido as suas enfermidades com coração exultante para encontrar o Senhor. Vi pais perderem seus filhos e receberem o milagre do conforto e consolo do Espirito Santo, mesmo que um outro filho não tenha “aparecido” para “ficar no lugar do que morreu”. Eu mesma recebi o milagre do conforto e do consolo quando tive que passar pelo vale da sombra da morte com minha mãe.
Vi milagres de pessoas serem completamente transformadas pelo Espirito Santo através da Salvação na Cruz. E vi milagres cotidianos, invisíveis, pequeninos, esses sim belos de testemunhar.
Contudo, eu quero contar um milagre, um milagre de preservação da vida, de salvação e transformação de um jovem.
Era um jovem como outro qualquer, tinha acabado de fazer 18 anos, gostava de música, da nigth, da rave ou da balada (para atualizar). Ele era quem as promovia e ele era o cara!
O pai comprou uma bereta 7.5 porque queria ter uma arma em casa. Passou o sábado daquele 17 de dezembro fazendo tiro ao alvo e pedindo o filho que fosse comprar munição.
No domingo, o pai saiu com a família para um almoço com parentes. Ele, a mulher e mais um filho. O outro filho iria depois, tinha que antes elencar as músicas que iria tocar na rádio, pois era Dj! Enquanto trabalhava com um amigo na escolha das músicas (naquele tempo ainda em fita cassete), chega outro amigo que morava na vizinhança, este acompanhado da namorada e mais o irmão. Ele pergunta, curioso pela arma que vira no Sábado. Queria vê-la.
O rapaz vai buscar a arma no quarto do pai, provavelmente no seu guarda –roupa, encontra, traz para o amigo, perecendo que ela está pesada, tira o pente com as balas, mas, inexperiente com armas não sabe nem ele e nem o amigo que uma ficou na agulha.
O jovem curioso começa a brincar com a arma. O rapaz volta para as suas músicas. Não sabe quanto tempo passou, até que vendo que já deveria ter se reunido aos familiares no almoço, pede a arma ao amigo. Brincando ainda, ela dispara. Atinge o jovem na cabeça. Apavorado o menino curioso sai desesperado gritando que havia matado o amigo.
Na casa um jovem perdendo sangue pela cabeça, com os membros amortecidos, suplicando para não morrer ao o outro jovem que o abraçara e estava agora banhado de sangue.
Os vizinhos aparecem para ajudar, levam ao hospital. O rapaz agora sente dor, muita dor, é levado para um hospital de emergência que não pode atender a gravidade do caso. É transferido.
A essa altura a cidade, pequena, já sabia da notícia e se aglomerava para ver o acontecimento. O pai, desesperado vai buscar em casa o único neurocirurgião da cidade e implora: salve meu filho!
O médico vai, inicia a operação, a bala se alojou no cérebro, partiu em pedaços o crânio no lugar em que entrou, vasos sanguíneos restaurados, o que a medicina podia fazer há 31 anos atrás, numa pequena cidade foi feito. Agora…era esperar.
Longas 72 horas, a morte parecia vencer, o jovem arroxeando, a batalha pela vida parecia perdida. Uma semana depois, venceu…mas a mente se protege e ele não lembra de quase nada.
Paralisado, babando, um olho saltado do globo ocular, dificuldade de falar. Um jovem de 18 anos, que gostava de dançar, que amava a música, que adorava esportes…e agora? O que seria dele?
Um ano e oito meses de cadeira de rodas, fisioterapia, depois de muito tempo voltou a falar e a andar. Mas, um lado do seu corpo fora perdido. E a vida como seria agora? Deficiente?
Afogou-se na bebida e drogas, aprofundou-se na dissolução, era preciso esquecer. Até que um dia um convite, um grupo de jovens, louvores e olhares iluminados que nunca viu em toda sua vida, em todas suas andanças, em outros jovens que conhecera.
Foi então que encontrou razão para viver, porque não dizer a própria vida. Então compreendeu o milagre, quando a morte o abraçou para levá-lo, Deus não permitiu, foi um milagre.
Mas, o maior milagre aconteceu nove anos depois, no dia em que encontrou a Vida, no dia em que seu interior morto foi revivido, no dia em que se ajoelhou e se entregou na Cruz.
Deus o curou. Não. Ele leva há 31 anos as marcas do combate com a morte. Deus transformou sua vida? Completamente! Absolutamente!
Milagres, que Deus faz, porque faz não se sabe. Sem barganhas, sem dinheiro, sem religião, afinal quando o salvou da morte física ele nem O conhecia.
Mas, além da morte física, Ele o salvou da morte espiritual. Nasceu de novo. Duas vezes. É outro homem. Um coração grato, um servo dedicado, um pastor do amor.
É assim que Deus faz….e nada mais!
CANDIDA MARIA

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Confira os cinco piores países para mulheres viverem

Ao ver a notícia sobre a jovem norueguesa que foi presa após ser estuprada em Dubai, fiquei completamente revoltada, tanto que junto à Luísa Torquatto (também colunista do Fashionatto) fizemos uma matéria sobre o assunto o mais rápido possível, para que junta pudessemos expressar nosso sentimento de revolta quanto ao acontecido. Lembrei-me então de um filme que assisti há alguns meses chamado Persépolis. O filme, de origem francesa, é uma animação autobiográfica produzia pela jovem de origem iraniana Marjane Satrapi, que buscava mostrar suas memórias mais delicadas e pessoais antes e após a revolução iraniana. Este é um dos poucos filmes que mostra a vida neste país pelo ponto de vista de uma mulher. Ambos os fatos me fizeram pensar, ficamos chocados com notícias como a da jovem em Dubai e ao assistirmos o filme de Marjane, nos emocionamos com sua história, mas e as mulheres que sofrem dramas até piores do que estes todos os dias? O que sabemos sobre elas? Por isso fui atrás do ranking dos piores países para mulheres viverem. Há diversas páginas sobre o assunto e listas que chegam até a centésima posição, mas resolvi focar nos cinco piores, pois nestes locais, a vida e a palavra de uma mulher não valem absolutamente nada. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Nenhum ser humano deve sofrer tratamento degradante, cruel ou desumano.” belas palavras, que infelizmente não são colocadas em prática. Mulheres são submetidas a todos os tipos de abuso, os traumas psicológicos graves são inevitáveis. Estudos indicam que uma em cada três mulheres sofre de problemas de saúde mental. Mas, mesmo assim, de forma alarmante, atitudes arraigadas e a discriminação fazem as mulheres de algumas culturas sofrerem em silêncio, sem nunca procurarem ajuda. Há um pedido de socorro, que se espalha por todo o mundo, mas raramente é ouvido.

 5 – Mali
No Mali, a situação das mulheres continua a ser uma preocupação. Discriminação e violência são comuns, e estima-se que a mutilação genital feminina tenha sido realizada em 95 por cento das mulheres adultas do Mali. Relatórios recentes sugerem que extremistas islâmicos no país começaram a compilar listas de mães solteiras, o que aumentou as preocupações em torno de castigos bárbaros como amputações, apedrejamentos e execuções.

 4 – Iraque
O Iraque é um país devastado pelo sectarismo. E, apesar da deposição de Saddam Hussein, em quase uma década de transição, o país ainda se encontra dividido, com as mulheres muitas vezes arcando com o ônus. Uma pesquisa descobriu que 19 por cento das mulheres iraquianas sofrem de transtornos mentais, como resultado dos conflitos do país. Além disso, o tratamento e as instalações médicas são escassos, levando as mulheres doentes a se isolarem em casa. Ainda mais preocupante: desde a queda de Saddam Hussein, a liberdade das mulheres se deteriorou. Enquanto 2003 viu a criação de ONGs, como a Organização da Liberdade das Mulheres no Iraque, o novo governo introduziu a lei Sharia em 2004, uma das muitas leis recentes com impacto negativo na vida das mulheres iraquianas. A Organização da Liberdade das Mulheres no Iraque tem procurado desempenhar um papel fundamental na proteção e promoção da liberdade das iraquianas, chamando a atenção para o aumento no número de estupros, sequestros e ataques contra as mulheres bem como o ressurgimento dos crimes de honra. Mas a religião e o sectarismo continuam a ser fatores chave que afetam as lutas femininas no Iraque. E os sinais são evidentes nas ruas do país. Talvez o mais óbvio, seja o que desde 2003, com a pressão dos islâmicos, o número de mulheres que usam véus aumentou.

 3 – Índia
A Índia é frequentemente citada como uma das economias que mais crescem no mundo. No entanto, os acontecimentos recentes têm atraído a atenção do público para um problema diferente: a situação das mulheres na maior democracia do mundo. A notícia do brutal ataque a um ônibus em dezembro de 2012, em Nova Deli, que deixou uma estudante de 23 anos, morta, abalou o mundo e provocou protestos em massa na cidade, onde uma mulher é estuprada a cada 14 horas. Enquanto as autoridades procuram agir rapidamente em resposta aos protestos, as mulheres indianas acreditam que uma mudança cultural profunda é necessária para resolver esse antigo problema. Uma pesquisa de 2012, feita pela Reuters Thompson Foundation, constatou que a discriminação contra as mulheres é pior na Índia do que em qualquer outra nação do G20 . A situação é particularmente grave nas planícies do norte do país, onde a mentalidade profundamente enraizada reforça a suposta inferioridade das mulheres. A violência doméstica na Índia também é endêmica. O bem-estar psicológico das mulheres indianas é uma grande preocupação, especialmente quando atitudes culturais tornam difícil que elas procurem ajuda.

 2 – Somália
Em novembro de 2012, Yusuf Fauzia Haji Adan tornou-se ministra da Somália . A Somália é descrita como um dos piores países do mundo para se nascer mulher, por esta razão, a nomeação de Yusuf é um avanço, pequeno, mas não sem importância. “É uma nova página para a situação política do nosso país”, disse ela. E quando se trata dos direitos das mulheres, a Somália está desesperadamente precisando de uma nova página. Em 2011, a Thomson Reuters Foundation denunciou que o acesso à educação para as mulheres era raro, enquanto que a violência doméstica contra elas era comum. Além disso, o estudo constatou que 95 por cento das meninas somalis sofreram mutilação genital . As áreas controladas pelos militantes islâmicos da Al-Shabaab são particularmente ruins. A fome têm forçado um número crescente de famílias migrarem para a capital, Mogadíscio, para depois viverem em campos de refugiados onde o estupro nas mãos de bandidos armados é uma ocorrência comum. Apesar disto, o apoio internacional se concentra apenas no fornecimento de alimentos e no cessar fogo. Somando-se a tudo isso, existe o fato de a saúde mental debilitada ser um tabu entre os somalis, sendo os doentes vistos como fracos e uma vergonha para a família.

 1 – República democrática do Congo
A República Democrática do Congo é apelidada de “capital mundial do estupro .” Um relatório da ONU indicou que, em 2009, mais de 8.000 mulheres foram estupradas no país. E quase 10 anos depois da Segunda Guerra do Congo, a violência continua a ser uma ocorrência diária, com o estupro ainda sendo efetivamente utilizado como arma de guerra. Os efeitos do estupro na saúde mental de uma mulher são terríveis. A maioria tem medo de contar suas histórias, preocupadas com a vergonha de suas famílias. Os cuidados com saúde mental das mulheres violentadas na República Democrática do Congo são vistos como uma prioridade baixa pelo governo, as instalações médicas são poucas e distantes entre si. A ONU tentou ajudar fornecendo escoltas para as mulheres, mas a situação continua terrível. As mulheres do país dizem que são tratadas como cidadãs de segunda classe. A elas são dadas poucas oportunidades de entrar na política e são muitas vezes sujeitas a casamentos forçados ainda adolescentes, o que limita as opções educacionais. Embora algumas das ONGs do Congo fizeram melhorias e ampliaram as oportunidades educacionais para as mulheres, outras organizações tem destacado o fato de que a polícia e as autoridades locais são muitas vezes as mais culpadas quando se trata de fazer cumprir casamentos arranjados. Hillary Clinton certa vez descreveu a violência sexual no Congo como “a humanidade no seu pior.” Sobre o autor Luanna Jales Luanna- Ex estudante de moda da UDESC, atualmente estuda História na UFSC. Aluna do contra, entrou na Moda pra discutir História, e agora que faz História, adora discutir Moda. Tem verdadeira adoração por Charles Schulz, Gabriel García Marques, Edgar Alan Poe e Victor Hugo, mas queria mesmo era ter publicado as obras do Philipe Ariés. Sonha em ser figurinista, cerimonialista e professora de Moda e sociedade, tudo ao mesmo tempo. Detesta pesquisa de tendências e tem horror quando uma vendedora tenta empurrar alguma coisa dizendo "Sabia que agora vai se usar muito?" http://fashionatto.literatortura.com/2013/07/22/confira-os-cinco-piores-paises-para-mulheres-viverem/

segunda-feira, 8 de julho de 2013

CPMI da violência contra mulher

CPMI da violência contra mulher aprova relatório com 70 recomendações - Grupo de deputados e senadores elaborou diagnóstico da violência de gênero em todo o País e propôs a criação de um sistema nacional de informação sobre o tema, além de 14 projetos de lei, entre eles a tipificação do feminicídio e a classificação de violência doméstica como tortura. Leia mais: http://migre.me/fnex7

domingo, 7 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013 - Aprovada lei de amparo a vítimas de violência O projeto aprovado pelo Senado prevê a preservação de provas e amparo psicológico para vítimas de violência sexual Senadores aprovaram mais um projeto de lei nesta quinta Arthur Monteiro/Agência Senado O atendimento a vítimas de violência sexual nos hospitais públicos passará a ser emergencial e multidisciplinar. Um projeto de lei aprovado nesta quinta-feira no Senado, visa a agilizar e melhorar o atendimento a quem sofrer esse tipo de violência, independentemente do gênero ou da idade da vítima. De acordo com o texto aprovado, o protocolo de atendimento deverá incluir o diagnóstico e tratamento de lesões, exames para doenças sexualmente transmissíveis e gravidez e preservação de materiais que possam ser coletados no exame médico legal. O paciente deverá receber no hospital o amparo psicológico necessário e o encaminhamento para o órgão de medicina legal e o devido registro de boletim de ocorrência. Os profissionais de saúde que fizerem o atendimento deverão facilitar o registro policial e repassar informações que podem ser úteis para a identificação do agressor e para a comprovação da violência sexual. O órgão de medicina legal que fizer o exame posterior ao atendimento ficará responsável por coletar materiais e fazer o exame de DNA que possa identificar o culpado pela agressão. A lei considera como violência sexual qualquer forma de atividade sexual não consentida pela vítima. Com isso, além das mulheres, que são as vítimas mais comuns desse tipo de abuso, também ficam protegidos pela lei os homens e crianças que sofram violência sexual. O projeto é originário da Câmara dos Deputados e recebeu pareceres favoráveis nas comissões de mérito do Senado. Como não foi alterada pelos senadores, a matéria segue para sanção presidencial. http://noticias.band.uol.com.br/brasil/noticia/?id=100000611611&t